quinta-feira, julho 8

Costume de perder e a sonhar!

Eu me acostumei com caras que brincam com o amor, que sempre têm muito a desejar por todos os cantos. Acostumei-me a caras que não centralizam a renda, que vivem de vários sentimentos, vários carinhos, de várias mulheres, isso tudo por prazer de se sentir bem e nunca sozinhos. Acostumei-me a caras que não ligam no dia seguinte, que não te cumprimentam após uma noite perfeita, mas que sempre aparecem quando não tem algo melhor a fazer. Acostumei-me a caras que beijam várias na melhor balada, e se fazem de santos ou garanhões. Acostumei-me aquele tipo cruel de pseudo homens que te fazem rir em uma noite, e em contrapartida chorar por meses. Acostumei-me a arrogância de levar um não após eles darem as maiores certezas que o no dia seguinte teríamos um ‘sim’. Acostumei-me a pensar nesses caras, abraçar meu sapo de pelúcia e mesmo assim passar madrugadas sozinhas. Acostumei-me a ingratidão, falta de compaixão, solidão, às palavras ásperas, a ter vergonha, e virar um litro de tequila com quilos sal e litros limão. De tanto me acostumar, perdi a magia, a alegria, o encanto e a esperança de que o cavalo branco exista. Perdi a crença de uma criança baseado em fatos vivenciados por uma pseudo mulher. Perdi sentimentos e ganhei pedras. Perdi tempo e ganhei estátuas. Perdi sensibilidade e ganhei espinhos. Perdi tudo errado e ganhei o nada certo. Mas nos sonhos, acostumei a esbarrar no cara, NAQUELE CARA, que me faz acreditar que tudo não passou de um pesadelo e mera coincidência do destino de uma mulher que tanto sente, sofre e não se perdoa por amores mal resolvidos.

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